Destaque - Texto

" Ratos. Que te comam. Que te esventrem e te suguem as entranhas. Que te enterrem meio vivo para pensares um pouco "

quarta-feira, setembro 5

Luiz Pacheco - esquecido porque sempre incomodou

Como é que te tens dado aqui neste lar?

LUIZ PACHECO:
Há uns tempos andei com a ideia de fazer um trabalho sobre lares.
A má fama dos lares é justificada... e não sabes tu da metade do que se passa aqui... há aqui casos humanos dramáticos, por exemplo, a senhora do quarto aqui ao lado... à noite têm de lhe mudar a fralda... passa horas a berrar “srª empregada, srª empregada...”
Ninguém aparece... eu ainda lá fui uma vez... aqui não há campainha de alarme, não há telefone. Também, o que é que isso interessa, no lar de Palmela havia telefone mas tocava-se e não estava lá ninguém... Esse lar de Palmela era o lar nº 1, o melhor do país, segundo a Deco.
Era um modelo. O projecto do lar deve ter sido gamado do estrangeiro. Era um lar invulgar, com todas as condições. Mas o ambiente era muito desumano, era uma espécie de aldeia turística. Falo disso no último texto do Isto de Estar Vivo, o “Memorial do Recolhimento”.
Era um lar no meio de uma serra, com o ar puríssimo de Palmela, uma construção nova, em arco, sem vizinhança, sem casas à volta... Era muito bonito... Fui para lá logo quando aquilo começou... no início, a fase de promoção, serviam um bacalhau altíssimo, as torradas pareciam as das pastelarias da Baixa, dois andares de torradas, molhadas em manteiga, o café com leite vinha com dois pacotes de açúcar... depois, um dia, começou a aparecer só um pacote... vieram as economias... as torradas passaram a ter só um andar com uma lambidela de margarina... Agora este aqui, do Príncipe Real, já se aproxima mais da generalidade.
Por exemplo, as giletes que eles dão aqui algumas já barbearam mortos.
Tu não fazes ideia... Isto é um armazém de pré-cadaveres, é uma parada de monstros.
Há um gajo que não tem uma perna, anda de cadeira de rodas empurrado por um velhinho de 88 anos, há outro que é cego, tem glaucoma, mais a namorada, que é horrorosa, mas como ele não vê também não faz mal... outro tem alzheimer, o sr. Américo, entra aqui, de boné e pijama, dá uma volta pelo quarto, às vezes vai à casa de banho, sai, não repara em ninguém, não diz nada...e quando fala é para amaldiçoar as mulheres, é de p*** para cima... há outro que é o sr. Vergílio, anda pelos corredores a rir e a assobiar, são dois fantasmas... Há uma que anda aqui a passear de um lado para o outro, diz “ai, ai, ai”, depois vai dar uns chapadões na tromba da outra que está sempre sentada na cama, vai lá mexer... não têm mão nela... com estes gajos não se pode estar a discutir, é comprimido, água para o bucho, não vai um vão dois, fica-se a dormir dois dias seguintes... Isto agora aqui são os últimos dia do condenado. Aqui a lei é morrer devagar.
Está uma a morrer ali, ou já morreu, não sei, estou eu a morrer aqui, está outra a morrer ali... A ver quem morre primeiro… “Já foi”, é o que dizem quando alguém morre. Agora já sei o que vão dizer quando eu morrer, estes caralhos.

Entrevista a Luiz Pacheco

"Alegada cena de agressão policial"



" O gabinete de Relações Públicas da PSP garantiu à TSF que até ao momento não se verificou nenhuma queixa de agressão. " in http://ultimahora.publico.clix.pt/

Luís Miguel Teixeira

sábado, setembro 1

Ponta Delgada

Porto de Ponta Delgada
14.08.2007
Luís Miguel Teixeira

quinta-feira, agosto 30

Assembleia

I

Sou mais forte que tu. Não me chegas de perto. Sou mais rápido e mais ágil. És fraco e oprimido. Como-te se quiser.
Faço de ti meu escravo e mesmo assim me amas. Adoras.

Vergo-te as costas todos os dias. Piso-te. Mesmo assim me adoras. Acreditas em mim e que fui eu quem criou o mundo. O paraíso no céu… o inferno por aqui.

Passei para te dizer que és fraco e que enquanto acreditares em mim continuarás fraco. Foge. Corre. Para onde quiseres. Se tu o pensares não vais fugir de mim.

Ratos. Que te comam. Que te esventrem e te suguem as entranhas. Que te enterrem meio vivo para pensares um pouco.


Luís Miguel Teixeira

domingo, agosto 26

Comeback Kid

Banda: Comeback Kid
Naturalidade: Canadá

Album: Broadcasting
Ano: 2007
Video: Broadcasting




Luís Miguel Teixeira

terça-feira, agosto 21

Pés do Mundo

Sobe-se o tom. O cheiro. A podridão que me rodeia. Mais e mais.
Não fossem as correntes que me amarram ao solo. Não fosse o balde com água em local que não consigo alcançar por centímetros. Não fosse tudo o que fiz para não merecer isto.

Escorre-me o suor pelas peles já pendentes nos ossos que as suportam. A carne foi-se aos poucos. As formigas não me alcançam mas metem-me medo. Alimentam-se das gotas que lhes caem junto ao corpo. Não podemos sair dali e elas também sabem disso.

Agito-me de tempos a tempos para ter a certeza que ainda cá estou. A minha alma leva-me em viagens tão longas quanto o tempo que permaneço inconsciente.

Aos Pés do Mundo

Contra vós, homens, me insurjo!,
Podridão desta abandonada terra
Contra esse sentimento tão sujo
De quem sem dó hoje m' enterra!

Contra vós, ditos "homens de bem"
Tão puros como virgem desflorada
Sujos de dor e de culpa e de nada!
Contra vós e contra mim também!

Contra Ti, qu' hoje aqui me deixaste
Contra Ti!, tu que nunca me amaste!
Contra Ti, a quem agora me ajoelho!

Contra o Homem de quem sou o espelho
Contra este corpo que hoje Te entrego!
E sempre contra o Mundo que carrego!

Suportei todo o tempo os pés do mundo. Suportei estes dias como se precisasse de mostrar o Homem que sou.
Matem-me... Levem-me daqui mais uma vez. Levem-me para o fundo do poço que foi para onde levaram a minha vontade de viver.

Contra vós sempre!
Até um dia.

Luís Miguel Teixeira com soneto de Miriam Luz
21 de Agosto de 2007

domingo, agosto 12

Hellmeirim Rock


Hellmeirim Rock. Festival de borla? Sim, de 25 de Agosto a 01 de Setembro em Almeirim.

Só as bandas que por lá vão passar: R.J.A., The Ladder, Anti-Clockwise, MOSH, Ciborium, Oblique Rain, Pitch Black, For The Glory, Civic, Aside, From Now On, Men Eater, If Lucy Fell, Spoiled Fiction, W.A.K.O. e Blacksunrise.

Na minha opinião só peca por serem tantos dias o que dificulta quem não é da zona de Almeirim ou Lisboa.
Para isso basta acampar uns dias e passar uns dias bem bacanos. Sem o bilhete custar 75,00 Euros!!!!

Os festivais não precisam de ser tão caros quando o essencial é o convivio e uma ou outra banda.

Aproveitem e divulguem.


http://www.myspace.com/tendalternativa


Luís Miguel Teixeira

sexta-feira, junho 22

Concentração Massama - 17h


Massamá - Nem chega a abrir
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Pois é.

Os seguros de saúde privados vieram para ficar e evoluir.

Seguindo a caminhada de direita do partido socialista encerrando os principais serviços, até ao momento de principal responsabilidade do estado, este centro de saúde nem chegou a abrir.

Surge agora o rumor de que o centro será “transformado” em clínica privada.

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Sábado pelas 17horas concentração frente ao centro de saúde de Massamá. Inaugurado há mais de meio ano ainda não abriu ao público.
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Identificada a necessidade que os cidadãos de Massamá têm em recorrer a um serviço hospitalar “perto” de casa sem saturar o Hospital Amadora-Sintra, há que agir.
E os interesses não dormem…

Abre uma clínica privada. Os preços bastante caros. Para se usufruir do serviço (que até é mais cómodo e menos complicado e mais satisfatório) nada melhor que ter um novo seguro de saúde.

E o Zé la vai de autocarro até ao hospital sempre que tem febre elevada. Não vai de táxi, pois sai do seu bolso. Paga a taxa moderadora. E chega a casa 5 horas depois. De manha volta tudo ao normal. Menos uns tostões para o mês. Os medicamentos receitados são carotes.

Luís Miguel Teixeira

sábado, junho 9

AWARD

Bem... obrigado ao Rememorar Oeiras pelo Thinking Blogger Award.

Dado que a nomeação já foi feita há algum tempo passo desde já a indicar os nossos 5 nomeados:

Ladrõe de Bicicletas

A Photographia Esquecida

photo-a-trois.

O Grunho

Espreitador.


Os nomeados devem copiar o logotipo (button) do 'Award' e colocar na barra lateral do seu blog. Depois é só escolher cinco blogs e fazer um Post indicando-os.

Obrigado e até ao próximo post.

Luís Teixeira
Tiago Castelhano
Tiago Lourenço

quinta-feira, junho 7

Aos poucos...

Como se ele me conhecesse desde sempre. Olhou-me frontalmente e observou cada gesto meu. Enquanto escorria a pouco e pouco o sangue que me compunha.

Grito mais uma vez. Ele grita também.

Contorço-me em dores agoniantes e engasgo-me no meu próprio sangue.

A um metro do chão, cravadas as minhas mãos às paredes húmidas desta casa, recomeço a chorar.

E ele ali. Fumando mais um cigarro e compondo o chapéu à cabeça, como se de um jeito nervoso se tratasse.

Vai-se me a alma. Esvai-se por uma frecha na parede.

Sem alma fico ali. A olhar um ponto fixo no chão. Enquanto que aos poucos o sangue que escorre do topo da nunca me cobre a face e me leva com ele naquele doce e quente aroma.

Pelo que me contaram depois, ele ficou ali comigo até sempre. Morremos os dois. Ele com os pés pregados ao chão.
Por fim fomos companheiros nestes últimos meses.

Kimera

sexta-feira, maio 25

Caminhos de Ferro


































© Tiago Lourenço

domingo, maio 20

Musicas de nós

Artista: Valete
Album: Serviço Público
Música: Anti-Herói




Luís Teixeira

sábado, maio 12

Dissertação sobre as possíveis consequências de um mundo seguro globalizado

“Quer colocar os ovos todos num mesmo cesto ou dividi-los por cestos diferentes?”

Utilizada recentemente numa campanha publicitária de um banco português, esta ideia é básica e passa claramente a mensagem: “Diversificar o risco”.

E como diversificar o risco? Esse riscos pode ser feito a nível geográfico ou diversificação de produtos.

Usualmente é definida a globalização Globalização como a homogeneização dos centros urbanos, a expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a revolução tecnológica nas comunicações e na eletrônica, a reorganização geopolítica do mundo em blocos comerciais regionais, a hibridização entre culturas populares locais e uma cultura de massas supostamente "universal", entre outros.

Aplicado ao mundo do mercado Segurador é bem visível e é um dos principais motores da globalização, motivado sobretudo pela partilha do risco a nível mundial.

Neste mercado, onde o risco é omnipresente e as suas consequências nem de perto são estimáveis, a globalização permite o desenvolvimento dos mercados locais por diversas vias.

Em primeiro lugar, consideremos Portugal.
As grandes industrias no nosso País, em caso de um sinistro causado por acidente não previsto, correm o grave risco de fecharem as portas. Em caso de um incêndio de grandes proporções numa fábrica têxtil, a empresa pode não ter capacidade de repor a sua actividade e fechar as portas, levando consigo todos os seus trabalhadores.

Ora, para se prevenir esse risco, a empresa tem que ter os principais riscos segurados. Esses riscos podem ser imensos e bastante avultados em valor.
Tendo os seus riscos cobertos por seguradoras no mercado nacional a possibilidade de recuperar uma actividade após sinistro é bem maior. Caso não recupere, existem sempre as indemnizações para os trabalhadores.

Contudo, uma Seguradora em Portugal não consegue segurar todos os riscos de milhões de Euros. Assim sendo, existe parte do risco que a seguradora tem que passar para outra seguradora (resseguradora). E conforme a campanha publicitária do banco português, os ovos não podem ficar todos no mesmo cesto. É desta forma que a seguradora recorre a uma resseguradora noutro país da Europa. Por sua vez, não podendo esta garantir todo o risco, recorre a outra resseguradora, talvez no Japão. Esta por sua vez recorre a uma na América do Sul ou EUA.

Surge assim o fenómeno da globalização.

Apesar da globalização neste sentido, ajudar o desenvolvimento dos mercados pequenos ou locais ou mercados grandes com grande risco, as consequências podem ser devastadoras.

Consideremos agora o exemplo do 11 de Setembro.

“Nos dias que se seguiram aos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, advertências terríveis foram feitas com relação ao grupo de empresas que fornecia seguro de vida, seguro de ramos elementares e seguro de bens imobiliários a pessoas e empresas afetadas pelos trágicos eventos. “

Como normal e expectável, após o atentado, haveria que se activar os direitos que se tinham adquirido com o pagamento dos seguros. Finalmente o seguro serviria para alguma coisa. Não podiam falhar as companhias agora quando era mais necessária a sua intervenção.

Os milhões de Dollars de indemnizações tiveram que ser pagos por companhias resseguradoras internacionais. O custo a pagar afectou todo o mundo.

Antes do 11 de Setembro, a probabilidade de as duas torres caírem simultaneamente era considerada muito baixa e pouco relevante para as seguradoras. Seriam uma hipótese meramente teórica. A resseguradoras não estavam preparadas para o montante de prejuízo finais.

As consequências de um atentado nos EUA alastram a todo o mundo.

Consequência Os mercados deixam de se conseguir segurar aos preços praticados até então. Para que o risco seja melhor protegido terá que se coberto a um preço maior, para se evitarem situações que embora difíceis podem acontecer Muitas empresas vão-se sub-segurar e em caso de sinistro vão ter maiores problemas em repor a actividade. Ou as empresas vão gastar mais dinheiro no pagamento dos seus seguros.


A percepção do risco seguro mudou com o ataque terrorista. No total, os prejuízos apurados no 11/09 elevaram-se a 50 mil milhões de euros. A reeseguradora Copenhagen Re faliu.


Todos estes pontos afectam o mercado financeiro mundial, sociedades, politicas.

A mensagem que tento passar neste pequeno texto ilustrador de ideias serve para observar o que nos rodeia. O efeito borboleta não é um mito. Um marmoto na Indonésia pode afectar de uma qualquer forma um trabalhador numa fábrica de Tomate de Castelo-Branco.

Porque não?

Todos conhecemos os riscos, resta saber geri-los.


Luís Miguel Teixeira

sexta-feira, maio 11

Martim "The boss" Scorcese

Perceber a obra de Scorcese é querer ver o mundo pelos olhos de um dos realizadores mais creditados, consagrados e venerados por todo o mundo cinéfilo.
A sua mais recente obra sofreu da crítica o estigma de ser de Scorcese...não que isso seja mau á partida, mas porque foi o seu primeiro filme premiado pela academia.
The departed é o seu primeiro filme que realmente envolve as personagens numa trama....historia, foi dito pelo próprio que foi o primeiro filme que realizou com um argumento...e isto é dizer muito dos seus filmes.
O argumento, a dinâmica dos diálogos, recheadíssimos de taglines e de expressões marcantes que só por si conferiam dimensão oscarizante a todos os seus comunicadores. De todo o cast, praticamente todos tiveram direito a frases singulares que lhes deixavam um cunho na história.
Todos eles actores consagrados, todos eles oscarizaveis por esta obra-prima.
Ver Scorcese subir ao palco e ganhar o óscar por esta obra e ao fim de tantos anos e com filmes tão marcantes como Raging bull, Táxi driver ou Goodfellas é algo que se percebe que pode incomodar “Os Die hard fans” porque, até eu próprio confesso por um lado, preferia que não tivesse ganho.
Não que a obra não o merecesse mas porque era imagem de marca ver Scorcese na bancada e ao ouvir outro nome que não o seu subir ao palco, apesar de todos perceberem que a sua era a obra mais conseguida.
Nos últimos anos a parceria que estabeleceu com Di caprio, dimensionou-lhe o trabalho para o grande publico. Com a publicidade e rasto de flashs que o menino atrai era impossível mais publico não aderir ao universo Scorceseano.
Eminentemente biográfico Scorcese é oscarizado por uma obra diferente do seu universo cinéfilo, e por isso, o demérito aos olhos dos críticos dessa gloriosa noite da sua consagração.
O realizador que tivesse 5 vezes nomeado para melhor filme e realização, ao ganhar o óscar certamente largaria um suspiro de alívio por poder agora figurar na galeria de vencedor do prémio mais cobiçado. Mas Martin não. Recebeu o prémio das mãos dos realizadores mais marcantes do século XX com o sorriso de alguém que nada teria a provar e que assumiu uma posição quase mítica de realizador injustiçado.
Scorcese abordou ao longo da sua carreira varias obras que muitos banalizariam com a sua limitação cinéfila, mas o professor, sempre conseguiu ser incisivo, polémico, credível e muito criativo nas abordagens aos seus filmes e com planos maravilhosos que não estão ao alcance visual de todos.
A marca Scorcese esta presente em todas as suas obras e são marcas inigualáveis e inacessíveis. Muito há a aprender com este grande senhor do cinema e da sua maneira gutural e visceral de encarar a realidade, com um visual arrojado, forte e palpitante, que entrega com a leveza de uma pena imagens incrivelmente violentas e agressivas, quase goricas.
Por tudo isto e muito mais Scorcese merece o óscar por The departed por ser acima de tudo a obra mais completa, estruturada e melhor escrita que o realizador alguma vez fez...Viva Martin!


Texto escrito por Bruno Cabral

segunda-feira, maio 7

FOTOS DA VERGONHA
























Aqui fica mais uma fotos do que se passou no Chiado no Dia 25 de Abril, caso queiram saber mais sobre este acontecimento aqui fica o endereço que esta a divulgar o sucedido e de onde eu saquei estas fotos http://cravadonocarmo.wordpress.com/
DIVULGA E RESISTE














sábado, maio 5

For The Glory

Entrevista a Ricardo, vocalista do For The Glory, retirada do blog
http://4-thekids.blogspot.com/
Data: 26/04/2007

A entrevista dá a conhecer os FTG, o que são e o que é o Hardcore (de acordo com os FTG).

Abaixo fica um video antigo da banda, que passa claramente a mensagem.

" O novo disco vai ter cerca de 11 músicas, já esta a ser preparado ao nosso passo, não temos aquela pressa de mostrar trabalho, mas queremos criar cenas novas, queremos meter cenas novas nas músicas de FTG, não vamos mudar o som totalmente, apenas queremos fazer a música que gostamos... Vai ser um disco de hardcore! "

" FOR THE GLORY é uma banda que não tem orientações politicas, nenhum dos membros de FTG é de extrema-direita e não é apoiante de extrema-direita, somos uma banda que preza o respeito por todas as cores, todas as raças, todas as formas de amar e quem querem amar. (...) lá porque não passamos a vida a falar que o mundo está mal e não sei quê, não quer dizer que não tenhamos as nossas ideias do que realmente sentimos sobre o Mundo à nossa volta. "

quinta-feira, maio 3

Coroada de trevas

As mãos apertadas sobre o peito.
Os dentes cerrados sobre os lábios.
Os olhos vendados de medo e de insegurança.
E caminhei. Caminhei sem nunca olhar para trás.

As tuas feridas, meu amor, são as mais lindas. As que sangram o sangue mais vermelho e as que deixam as cicatrizes mais bonitas.
Quis eu ter feridas belas. Quis eu sofrer mais que o sofrimento. Quis eu mutilar-me aos poucos. Cada dia mais um pouco. Cada dia mais um dedo e mais um braço e mais uma perna e mais um pulso e mais uma-quaquer-coisa que doesse mais que essa outra grande ferida. Mas mais doem as feridas que me rasgaste que aquelas que me infligi.
E hoje... olha para mim, meu amor. Olha para mim. Tão feia que eu estou. Tão triste. Tão sem vida. Tão cansada. Tão... tão vazia. Tão sem nada. Uma coroa de trevas sobre a cabeça (sempre baixa) e um ramo de açucenas mortas na mão.
Ficaram-me as cicatrizes. E ficaram as tuas também...
Para nos sentarmos nas escadas de pedra nas tardes de primavera a contar a história de cada uma delas.
"E esta? Doeu muito? E esta? E aquela?"
E ir tocando levemente cada uma delas...
Um dia vais voltar a sentar-te com a cabeça sobre o meu colo e vou contar-te a estória da cicatriz do meu peito.
Aquela que sangrou mais que todas as outras.
Aquela que doeu mais que todas as outras.
Aquela que foi a mais bela de todas as outras.

Um dia, meu amor, vou contar-te como te amo.

Litostive
2005

sábado, abril 28

Politicas

Fico perplexo ao constatar a atitude da polícia. Porque tamanho nervosismo? Parece que são atiçados antes de sair à rua. Parece que todas as atitudes que tomam são feitas porque sim...

Não são todos os polícias. Apenas aqueles que querem fazer cumprir leis que não fazem questão de ser aplicadas. Não são os polícias que intervêm de uma forma positiva junto da sociedade, apoiando quem procura ajuda. Alguns homens de famílias, alguns miúdos enganados.

A policia de intervenção, as patrulhas nocturnas, os agentes à paisana. Esses sim. Libertos de qualquer culpa por um "estávamos a cumprir ordens" "...apenas a cumprir a lei...". Quais cães raivosos.
Quando saem à rua fazem o que "tem de ser feito"... Encurralar uma manifestação antes de ter acontecido o que quer que fosse... talvez ainda... talvez nunca.

Ou, após revistarem todos os meus amigos, insultarem sem motivo aparente, com um leve aroma de vinho da última refeição, de nos proibirem de estar onde estamos apenas porque sim.

A policia cada vez merece menos a nossa compreensão para algumas atitudes e cada vez mais deve ser contestada. Pelo menos ao serviço de quem quer que seja (moradores burgueses que controlam a zona ou fanáticos de extrema qualquer coisa).

Um abraço,

Luís Teixeira

sexta-feira, abril 27

Manif

Sic


Testemunho